Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

adoreeei o blog flor (;
ResponderExcluirPessoa foi uma pessoa foda né?
ResponderExcluirxD~
me mata com cada descrição dos meus eus...
Você agradou... Gosto de Fernando Pessoa.
ResponderExcluirMuito legal!
Obrigado pela visita, e pelo recadinho. Saiba, será sempre respondido com a mesma intensidade.
Tenho novidades no blog. Passa lá.
Beijos.
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluirPessoa fala de tds nós. Devia ser bainano, né?
ResponderExcluirEntrar no seu Blog e me deparar com Fernando Pessoa... pôxa!!! Maravilhoso!!!
ResponderExcluirIncrível, este cara.
Abraços.